Buscar  
  
  África
  Mundo
  Economía
  Direitos Humanos
  Saúde
  Ambiente
  Globalização
  Arte e Cultura
  Energia
  Politica
  Desenvolvimento
  Colunistas
 
  RSS o que é isso?
   ENGLISH
   ESPAÑOL
   FRANÇAIS
   SVENSKA
   ITALIANO
   DEUTSCH
   SWAHILI
   MAGYAR
   NEDERLANDS
   ARABIC
   POLSKI
   ČESKY
   SUOMI
   PORTUGUÊS
   JAPANESE
PrintSend to a friend
 

EUA-CHINA
Venda de armas para Taiwan agrava tensão
Eli Clifton

Washington, 4/2/2010, (IPS) - As relações comerciais entre Estados Unidos e China parecem passar por seu pior momento nos últimos anos. Pequim publicamente ameaçou com sanções empresas norte-americanas que participarem de um acordo sobre venda de armas a Taiwan.

Isto levou alguns importantes observadores a expressarem preocupação com a crescente guerra de palavras entre norte-americanos e chineses. Embora a China sempre tenha manifestado sua oposição ao apoio militar de Washington a Taiwan, o nível dos protestos de Pequim na última semana desatou novas tensões nas relações bilaterais.

“Temos um amplo vínculo com a China. É uma das relações bilaterais mais importantes do mundo. E, dentro de nosso diálogo estratégico e econômico, discutimos uma ampla gama de assuntos”, disse esta semana o secretário de Estado-adjunto dos Estados Unidos, Philio J. Crowley. No mês passado houve vários reveses nas relações bilaterais, começando com o anúncio da empresa Google de que deixaria de censurar os resultados de seu serviço de buscas na Internet na China, conforme acordo anterior com Pequim, em resposta a uma série de ataques informáticos contra suas contas de e-mail. Este anúncio desatou uma guerra de palavras entre Pequim e Washington, com os chineses acusando os norte-americanos de “imperialismo informático”.

Por sua vez, a secretária de Estado, Hillary Clinton, fez uma crítica sem precedentes à suposta censura feita pelas autoridades chinesas à web, e as acusou de roubo de propriedade intelectual e de espionagem cibernética. Depois, Pequim ameaçou com sanções as empresas dos Estados Unidos que participarem do acordo de venda de armas a Taiwan, anunciado na semana passada pelo Departamento da Defesa norte-americano, no valor de US$ 6,4 bilhões, incluindo mísseis Patriot, helicópteros Black Hawk, barcos varre-minas e outros armamentos. O acordo não inclui aviões de combate F-16 modernizados nem submarinos, armas que Pequim procurou impedir de chegarem a Taiwan pelas mãos dos Estados Unidos.

“Do ponto de vista militar, já que a China conseguiu uma supremacia nessa área no estreito de Taiwan, as consequências dessas vendas são quase nulas”, disse à IPS o diplomata norte-americano aposentado Chass Freeman, ex-conselheiro em assuntos de segurança internacional. A venda de armas foi aprovada no governo Bush, dentro da Lei de Relações com Taiwan, que obriga qualquer administração a fornecer a essa ilha “armas de caráter defensivo”. A forte resposta de Pequim foi vista por especialistas como uma tentativa de dissuadir a futura venda de armas e de mostrar força política.

“A contínua propensão dos Estados Unidos venderem armas a Taiwan, e não manterem a palavra, é algo exasperante para os chineses”, disse Freeman, que também foi intérprete do presidente Richard Nixon (1969-1974) em sua viagem à China, em 1972. “Não é a venda de US$ 6,4 bilhões o que está perturbando, mas o fato de o governo Obama considerar uma próxima venda de F-16”, afirmou.

Especialistas alertam que, apesar de o discurso de Pequim aumentar o tom, o governo chinês não seria capaz de avançar para um rompimento de relações bilaterais com Washington. “Quando um país faz algo que desagrada muito a China, Pequim pode adotar ações punitivas no curto prazo contra alguém ou algumas empresas na nação com a qual está descontente”, disse à IPS o assessor em negócios com a China, Robert A. Kapp. “Mas essas medidas tendem a ter vida curta. É um gesto. A dor é infligida. Na China fica a impressão de que os estrangeiros foram castigados, mas no longo prazo, três ou quatro anos, os efeitos econômicos tendem a ser limitados e transitórios”, acrescentou.

Outro tema que impacta ainda mais as relações é a próxima reunião entre o líder espiritual tibetano Dalai Lama e Obama. “O Dalai Lama é um religioso e líder cultural internacionalmente respeitado, e o presidente se reunirá com ele em tal condição”, afirmou Kapp. O desenvolvimento destas “tensões políticas, militares e econômicas”, nas relações entre Estados Unidos e China, como Freeman descreveu, desperta temores entre analistas de que os dois países possam adotar mais políticas comerciais protecionistas. IPS/Envolverde

(FIN/2010)

 
Concurso Peridístico - Agua: el más esencial de los recursos naturales
Terramérica - Meio Ambiente e Desenvolvimento
  Mais noticias
News in RSS
 França muda discurso sobre expulsão de ciganos
 Refugiados afegãos no Paquistão afogados pelas penúrias
 Esforço inédito para proteger floresta canadense
 Compras de terras no Sul aumentarão, diz Banco Mundial
 Anistia em lenta retirada do Cone Sul-Americano
 A mulher negra é duplamente discriminada em Cuba
 Biopiataria separa o Norte do Sul
 Costumes freiam campanha para proteger tubarões
 REPORTAGEM: Turistas responsáveis em busca do paraíso rural perdido
 ANÁLISE: Eletricidade limpa sob nossos pés
MAIS>>
  Latest News
News in RSS
 Petraeus Spin on IED War Belied by Soaring Casualties
 Rendition Suit Heads for U.S. High Court
 US-AFGHANISTAN: Calls for Change of Strategy Grow Louder
 US: Religious Leaders Condemn Growing Islamophobia
 RUSSIA: New START May End With a Whimper
MORE >>
  Ultimas Noticias
News in RSS
 Minería amenaza a bosques originarios de Filipinas
 INDIA: Gobierno reticente a poner fin a "asesinatos por honor"
 DDHH-PERÚ: Relator de ONU advierte "clima de impunidad"
 Seguridad y justicia enfrentadas en tribunal de EEUU
 Libre acceso de extranjeros a Ecuador es menos libre
MÁS >>